Mas dessa vez não quero noticiar sobre o cotidiano, a vida alheia, os rumores, as revoluções.
Dessa vez quero me despir, quero me abrir, quero deixar a ferida exposta para que o vento a cure, para que a alma cicatrize, quero que “essa vida entre assim, como se fosse um sol, desvirginando a madrugada, quero sentir a dor desssa manhã”. E a partir de agora, meus posts estarão recheados de letras de músicas, que eu vou analisar, vou concordar, vou discordar, vou dizer onde tocam minha alma. Porque gosto desse exercício…
Sinto dor, uma dor de amor. Já a conheço, ela já me dilacerou há tempos atrás. Mas agora quero lidar com ela de outra forma, quero contar tudo, falar e repetir, até que me cansem as digitais, as lágrimas sequem, e o meu sorriso volte a aparecer… chega de levar tantas palavras repetidas pras pessoas, a dor é minha, e ela não sai no jornal, como diria o Chico. Se estas palavras não puderem ser entendidas, não há problemas, porque isso aqui pretende ser um diário, algum lugar onde eu possa desabafar enquanto escuto música e deixo o sentimento que tenho dentro vir a tona.
Não há nada mais bonito que estar viva, que sentir ao invés de pensar. Que saber que há tanto amor dentro de mim, e que eu vou canalizar ele pra onde quer que eu precise. Que eu vou cuidar de mim, porque eu me amo muito.
Agora sou o Mel do Amor, será meu pseudônimo, meu sannyasin, serei eu.
Ma Prem Madhu
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